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Quanto ganha um engenheiro eletricista recém formado?

 

Com esse post, espero poder te ajudar a entender o que acontece na prática com um engenheiro eletricista recém formado. E se você já tem mais experiência como engenheiro é importante analisar esse impacto em sua carreira.

Antes de mais nada precisamos nos familiarizar com alguns acontecimentos históricos importantes.

 

Mercado de trabalho para engenheiro eletricista

 

No dia 16/09/2014 a revista Exame publicou uma reportagem com o título “Os salários dos engenheiros no Brasil”. O salário inicial do engenheiro eletricista para uma jornada de 8h, na época, era de R$ 6.154,00, totalizando 8,5 salários mínimos por mês.

A bolsa auxílio de um estagiário de engenharia elétrica estava em torno de R$ 2.008,00, representando 2,77 salários mínimos. Considerando o salário mínimo de 2018, o valor atual seria equivalente a R$ 2.645,90.

O reajuste no salário mínimo de 2014 a 2018 foi de 32%. Portanto, o salário inicial de um engenheiro eletricista recém formado em 2018 é de R$ 8.109,00. Esse é o discurso de muitas universidades para atrair os alunos para os cursos de engenharia.

 

Temos vagas para analista de engenharia elétrica

 

Na prática, muitos estudantes ao terminarem o curso aceitam propostas de trabalho com salários inferiores a R$ 2.000,00. Para entrar no mercado de trabalho, ocupam vagas como analistas técnicos, visando ser contratado como engenheiro eletricista no futuro. Mas o que seria uma condição temporária acaba muitas vezes se prolongando por anos. Já tive relatos de pessoas que chegaram a ficar mais de 5 anos como analista em uma empresa.

Se você precisar trabalhar enquanto cursa a sua engenharia, provavelmente terá que estudar em uma universidade particular, pagando uma mensalidade em torno de R$ 1.500,00. A mensalidade do curso de engenharia tem sido muito próximo do que muitos recém formados estão aceitando receber no início da sua carreira.

 

Salário dos engenheiro eletricista no passado

 

Para compreender o que está acontecendo com o salário dos engenheiros eletricistas recém formados, precisamos entendermos um contexto histórico de maneira macro.

Se analisarmos o que ocorria na década de 80, percebemos que tinham grandes obras sendo construídas no setor elétrico do Brasil. Existiam poucos profissionais formados e as propostas de salário altamente competitivas para atrair os melhores profissionais.

Entre os anos de 2004 e 2008, o número de obras sendo construídas voltou a aquecer o mercado de trabalho. Foram criadas muitas vagas para engenheiros eletricistas em concursos públicos e no setor privado.

Em um dos concursos que pude presenciar em 2010, a concessionária de energia Copel, chegou a chamar mais de 120 engenheiros eletricistas do mesmo concurso. Situação semelhante ocorria em diversas empresas no País, realidade essa que não voltará a existir, por diversos fatores.

 

Impactos do cenário econômico

 

O tempo passou e em 2014 o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil atinge seu menor valor desde 2010, gerando um forte impacto na economia do Brasil:

  • Desemprego em massa;
  • Redução drástica do nível de produção;
  • Fechamento de empresas;
  • Concorrência ainda mais acirrada;
  • Deterioração dos salários;
  • Aumento da pressão nos locais de trabalho;
  • Novos empresários sem experiência em empreendedorismo desequilibrando diversos setores.

Muitos profissionais experientes, desde então, tem sido substituídos por profissionais em início de carreira, nivelando por baixo o renda da grande maioria dos engenheiros eletricistas.

 

Cuidados com o momento atual

 

Fato é que, neste ano de 2018, o setor elétrico tem passado por uma crise gigantesca, assim como a maioria das empresas no Brasil. Poucas empresas tem contratado engenheiros eletricista e muitas seguem demitindo seus profissionais. O que é preciso ser feito é entender o presente e se preparar para o futuro.

O que poucos percebem é o real impacto desse cenário na sua carreira profissional, indiferente de onde esteja trabalhando, seja empreendendo, no setor privado ou em um concurso público.

Estamos passando por um momento de incertezas econômicas e esse não é o maior risco que os profissionais das áreas técnicas estão correndo. Afinal, mesmo que a economia se recupere em um curto prazo, o fato é que o mundo mudou e estamos passando por uma grande revolução tecnológica.

 

Número de incêndios e choques elétricos tem sido cada vez maior

 

Algumas consequências e riscos para as instalações elétricas, nesse contexto social, econômico e tecnológico:

  • Desvalorização dos salários dos eletricistas, eletrotécnicos e engenheiros com migração de área de atuação do profissionais bons profissionais;
  • Muitos aventureiros no mercado aceitando trabalhar por baixos salários, absorvendo a vaga de profissionais com grande experiência;
  • Falta de visão dos empresários e gestores por não ter condições de avaliar os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para ocupação de cada vaga;
  • O modelo de educação cada vez menos prepara os alunos para esse cenário atual;
  • Muito desinteresse dos alunos em cursar engenharia elétrica devido ao salário estar cada vez menor.

E por ai vai… Mas vamos analisar de maneira critica isso tudo, o que está acontecendo não é somente nos cursos de engenharia elétrica. É uma realidade de todas as áreas de exatas e humanas.

 

É possível se diferenciar e criar novas oportunidades nesses novos tempos?

 

A grande questão é como se preparar e se diferenciar para esses novos tempos? Na prática, nunca foi tão fácil se diferenciar. O problema tem sido aceitarmos e nos limitarmos a aprender somente o que é ensinado em sala de aula.

O mercado de trabalho está carente de pessoas dispostas a trabalharem, que tenham iniciativa, sejam criativa e estejam dispostas a assumir novos desafios.

Em breve passarei a escrever e gerar muitos conteúdo online sobre as competências necessárias para esses novos tempos.

Uma coisa tenho acompanhado de perto e posso garantir, vaga existe, o que falta são profissionais preparados para esses novos tempos.

 

Caso queira se especializar nessa área temos um plano de mentoria individualizada para profissionais:

Programa de mentoria com aceleração de resultados

 

Veja também:

Engenharia Elétrica EAD vale a pena?

O que é uma vistoria elétrica? Ela evita incêndio e choque elétrico nas edificações?

 

Se quiser conferir a reportagem da revista exame, acesso o link:

https://exame.abril.com.br/carreira/quanto-ganham-os-engenheiros-no-brasil/

 

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Por | 2019-06-23T18:53:32-03:00 setembro 19th, 2018|Carreira - Setor Elétrico|

Sobre o autor:

Daniel Machado Duarte
Eletrotécnico |Engenheiro eletricista | MBA em Gestão comercial. Trabalhou como eletricista de redes de distribuição, técnico de projetos, fiscalização de obras, comissionamento e ensaios de equipamentos elétricos em redes de distribuição e usinas hidroelétricas. Fundou a empresa D&M Perícia Elétrica em 2014 e atualmente presta diversos serviços de consultoria elétrica para empresas e condomínios no Brasil.

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