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Primeiramente, a proposta de honorários é um dos ponto chave no trabalho do perito judicial. Nesse sentido, é necessário zelo e cuidado na sua elaboração.

Esse artigo foi feito para você que foi nomeado e não sabe como elaborar uma proposta de honorários. Aqui damos três dicas que nos ajudaram em muito e ainda nos ajudam!

Nesse artigo você aprenderá:
1) O que escrever na proposta de honorários;
2) Como definir seu valor de hora técnica;
3) Como calcular a sua proposta de honorários.

Caso você queira aprofundar sobre proposta de honorários o engenheiro Daniel deixa algumas reflexões que podem ajudar.

 

 

O que escrever na proposta de honorários

 

Antes de tudo, o perito judicial deve tomar cuidado com o que escrever na sua proposta de honorários. Afinal, esse é o “cartão de visitas” do perito judicial.

Muitos elaboram de maneira inocente. Bem como, não deixam claro o que, nem como será conduzido o trabalho. Ao passo que, do outro lado a sua proposta é avaliada por leigos.

Imagine você recebendo uma proposta para conserto de uma geladeira. Contudo, no documento só consta o valor. Não há nada que indique o que será feito. Agora, fica difícil definir se o prestador de serviços é um bom profissional.

Não se engane com o exemplo da geladeira. Já que com a proposta de honorários é a mesma coisa. Na prática é uma negociação, onde você só tem contato indireto com quem irá aprovar seu orçamento.

Desde já, é necessário entender que você tem que saber escrever bem! É quase uma arte e existem algumas boas práticas que podem ser usadas.

Antes de pensar e escrever o valor, pense o quê será feito e como será feito. Em seguida, escreva isso na sua proposta, deixe o valor para o final.

A princípio, parece complicado escrever assim. Mas com o tempo você desenvolve o seu próprio jeito. Ou seja, essa reflexão ajuda também a estimar quanto tempo você levará nesse trabalho. Essa é a grande vantagem de utilizar dessa técnica.

 

Como definir seu valor de hora técnica

 

Antes de mais nada, adianto que essa é a dica mais polêmica desse artigo. Afinal falar de valor de hora técnica mexe com o ego profissional.

Principalmente, o perito judicial iniciante, que não sabe definir um valor para seu serviço. Bem como, o perito experiente que pensa que sabe tudo sobre o assunto.

Na prática, cada profissional define o seu valor de hora técnica. Então, não existe resposta correta para definição de valor. Cada perito pensa em um valor que é justo para si.

A grande vantagem de definir seu valor de hora técnica é: agora você tem uma base de cálculo, ou seja, o cálculo do seu honorário possui um norte, que é somente seu.

Desde já, é aconselhável ao perito judicial trabalhar com um valor fixo de hora técnica. Inclusive, deixando claro na proposta de honorários qual é esse valor.

Lembra do exemplo da geladeira? Pois é, imagine agora você receber a proposta de conserto da geladeira. Mas, com um valor de hora técnica e a quantidade de horas que o profissional leva para cada atividade.

Fica bem mais claro o que será feito, como, e o valor de cada atividade. Além disso, deixa as partes do processo (autor e réu) com mais clareza sobre o seu trabalho.

O que mais encontro é perito judicial colocando só o valor final na proposta de honorários. Não aconselho, pois a chance de ter o seu orçamento impugnado é bem maior.

Agora, qual o valor devo definir? Você pode consultar tabelas de honorários do CREA, CFT, CRM, CRO etc. Ou até de institutos de perícia.

Só não esqueça de estimar a quantidade de horas que você levará em cada atividade. Por fim, multiplicando pelo valor de hora técnica e somando tudo.

 

Como calcular a sua proposta de honorários

 

Primeiramente, não pense que a proposta de honorários do perito judicial é simples, bem como, que não existam outros custos ocultos.

De antemão, é interessante definir se haverá deslocamento até um determinado local,  assim como, caso haja pedágios, estacionamento e o tempo de deslocamento.

Para casos que necessitem de análise laboratorial é interessante prever esse valor. Inclusive, pedindo um orçamento por escrito ao laboratório e anexando à sua proposta de honorários.

Desde já, o que fica é a reflexão dos detalhes que fazem parte da perícia e muitas vezes são “esquecidos” pelo perito. No começo eu errei muito, basicamente não tinha definido como seria feita a perícia e acabei gastando tempo à toa.

Isso faz parte, afinal, toda perícia é um aprendizado.

Principalmente, as que você nunca atuou. Nessa hora o que vale é o aprendizado, assim como, saber que você fez um bom trabalho e que será chamado mais vezes.

Não pense que comigo é diferente. Muitas vezes erro sim no cálculo da minha proposta de honorários. Nesse meio tempo, aprendo com os erros e evito repeti-los.

E não se engane, no começo você irá errar muito no cálculo, tanto para mais quanto para menos. A diferença é que o bom perito aprende, conserta e melhora.

E você, como elabora a sua proposta de honorários?

Caso você queira descobrir mais é só acessar esses artigos das principais perícias da área elétrica:

O que é uma perícia de ressarcimento de danos elétricos

“Furto” de energia elétrica – Como proceder em situações como essa

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Por | 2022-04-17T19:27:18-03:00 abril 4th, 2022|Perícia Judicial|

Sobre o autor:

| Engenheiro eletricista | Mestre em engenharia elétrica | Professor universitário | Fundador da AJL Perícia elétrica. Atua com perícia judicial desde 2017 e é o instrutor responsável pelo curso de ressarcimento de danos elétricos. Atua também na area extrajudicial com assistência técnica e laudo para crédito de ICMS.

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