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A decisão de abrir uma empresa de engenharia e se aventurar no mundo do empreendedorismo não é fácil de ser tomada.

Os desafios vão além da parte técnica e exigem o desenvolvimento nas áreas de marketing, gestão de empresas e comercial, entre outras.

Para começar é necessário, além da coragem, possuir algum recurso inicial para obtenção do CNPJ, registro da empresa no CREA e gastos com contabilidade.

Quanto estava ainda trabalhando a ideia de empreender busquei informações sobre o quanto precisaria desembolsar inicialmente para poder empreender, mas não achei muitas informações claras. Pensando nisso, decidi escrever este post mostrando o quanto eu gastei para que minha empresa fosse regularizada.

Contudo, desde já destaco que os valores podem variar de acordo com a região do país e as estratégias inicias.

 

Gastos com contador para abertura da empresa

 

O primeiro passo foi encontrar um escritório de contabilidade que tivesse experiência em abrir empresas de engenharia e fazer todo o processo burocrático. Para isso, busquei recomendações de colegas que já empreendem e encontrei um escritório que atendeu minhas necessidades. Dessa forma, dei entrada no processo e ficou combinado o valor de R$ 800,00 para realização do trâmite.

É importante que você também busque recomendações e faça um estudo prévio do que é necessário e para abertura de empresas. Converse com o contador e tire todas as dúvidas para que o processo fique claro e você tenha noção dos prazos. Isso pode ajudar a evitar “surpresas”.

Informe-se sobre a questão de enquadramento tributário, taxações do Simples Nacional, INSS e outros tributos que poderão ser cobrados.

 

Conselho: questione ele sobre o “Fator R” e o enquadramento no Anexo III do Simples Nacional para redução na tributação sobre o faturamento mensal da sua empresa.

 

Registro de documentos em cartório

 

Após o contador iniciar a abertura da empresa foi necessário levar alguns documentos ao cartório para reconhecimento de assinatura. Assim, no primeiro momento foram autenticados o Contrato Social e o Documento Básico de Entrada. (Ao final mostrarei o total dos gastos).

Posteriormente, foi necessária a autenticação da Identificação da Pessoa Jurídica para emissão de nota fiscal, sendo necessário ir novamente ao cartório para reconhecimento de assinatura.

 

Registro da empresa de engenharia junto ao CREA

 

Após a liberação do CNPJ, que demorou em torno de 1 mês, realizei o registro da empresa junto ao CREA. Para dar entrada ao processo foi necessário pagar uma taxa no valor de R$ 265,92 (CREA PR) e também emitir uma ART de responsável técnico, sendo essa R$ 88,78.

Depois de validado os documentos e realizado o registro da empresa, foi liberado o boleto da anuidade no total de R$ 475,34.

 

Concluindo o processo de abertura da empresa de engenharia

 

Com todos os processos de registro na Junta Comercial e CREA, o total gasto foi em torno de R$ 1.720,00.

Além disso, ficou estabelecido o valor de R$ 250,00 mensais para serviços do contador.

 

Como mencionado no início do texto, empreender exige não somente coragem, mas investimentos inicias para que se possa tirar as ideias do papel e torná-las realidade. Mas, apesar das dificuldades e desafios, quando se acredita na proposta e existe a vontade de fazer acontecer, nada pode te impedir.

 

Não espere pelo outros…tome atitudes que vão te colocar no controle da sua vida e construa seu futuro.

 

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Por | 2020-04-24T09:29:41-03:00 abril 9th, 2020|Carreira e profissão|

Sobre o autor:

Victor Pecine
Consultor com formação em Engenharia Elétrica e cursando Especialização em Energias Renováveis e Eficiência Energética. A experiência em projetos elétricos e inspeções em edifícios e condomínios permitiu também a atuação como professor para cursos técnicos em eletrotécnica lecionando conteúdos de instalações e projetos elétricos, redes de distribuição, subestações e máquinas elétricas. Com a proposta de identificar problemas e irregularidades nas instalações elétricas e propor soluções técnicas para preservar a vida e o patrimônio, fundou a Sênior Consultoria Elétrica.

2 Comentários

  1. Avatar
    Andreia Teles 15/03/2021 at 09:55 - Reply

    Sou arquiteta, mestre em tecnologias construtivas e atuo na engenharia diagnóstica há 7 anos. Sou totalmente a favor de que essa norma sofra uma revisão dando ênfase à inspeção predial no sistema elétrico da edificação. Costumo sempre chamar um profissional habilitado parceiro para fazer uma análise mais profunda com a finalidade de garantir segurança, especialmente aos usuários. Os profissionais precisam entender que assinam um termo de responsabilidade sobre qualquer acontecimento naquele sistema. Se não tenho habilitação nessa área, como vou garantir que está tudo ok naquela edificação. O sindico também deve estar ciente disso e se eximir de responsabilidades que não atribuídas a ele também.
    A mesma opinião vale para vistorias nos elevadores feita por engenheiros mecânicos para garantir a segurança dos usuários.
    Espero sim, que haja uma obrigatoriedade das inspeções, mas que também haja senso entre os profissionais envolvidos.

    • Daniel Machado Duarte
      Daniel Machado Duarte 30/03/2021 at 20:58 - Reply

      Olá Andreia, fico muito feliz com o seu posicionamento e contribuição. Precisamos começar a deixar de lado os interesses pessoais e começar a focar a segurança da população.

      Parabéns pelo posicionamento e muito obrigado pelo apoio.

      At.
      Daniel M. Duarte

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