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Muitas vezes o perito judicial sente muita ansiedade na sua nomeação. Assim como, o desejo e vontade de atuar são grandes. Contudo, esse desejo vai diminuindo com o tempo, principalmente quando a bendita nomeação demora para ocorrer.

Esse post foi feito para você, que está iniciando na área, ainda não foi nomeado e quer resultados imediatos.

Nesse post você aprenderá:

1) Como reduzir a ansiedade antes da nomeação;

2) Como reduzir a ansiedade após a nomeação;

3) Como reduzir a ansiedade na elaboração da proposta de honorários.

No vídeo abaixo os engenheiros Daniel e João dão dicas para quem está iniciando na área

 

Como reduzir a ansiedade antes da nomeação

 

Desde já, é comum recebermos essa dúvida dos alunos: “fiz o cadastro e ainda não fui nomeado”. Do mesmo modo, o que ocorre é ansiedade alta para atuar como perito judicial, podendo gerar insatisfação e desistência prematura de muitos profissionais.

Se você quiser se aprofundar sobre o cadastro do perito judicial é só acessar a matéria abaixo:

Perito judicial: cadastro no tribunal de justiça

Já adianto, não existe uma ordem para ocorrerem as nomeações. Ou seja, elas ocorrerem de maneira aleatória e dependem de uma série de fatores. Por exemplo, demanda da justiça na sua área de atuação, velocidade do andamento do processo, qual a fase processual que se encontra o processo, entre outros.

Alguns são nomeados mais rapidamente, outros demoram mais. No meu caso a nomeação demorou, pois eu estava atuando de forma passiva e esperando a nomeação “cair no colo”.

O que mais vemos são alunos com grande potencial para se tornar excelentes peritos, porém muitos deles desistem por diversos motivos. Contudo, uma das reclamações mais evidentes é a “demora” para ser nomeado. Inclusive, com o decorrer do tempo a vontade de se tornar perito vai diminuindo.

Gráfico vontade de atuar X tempo

Nessa hora é preciso resiliência, acreditar e pensar em estratégias para acelerar a nomeação, como, utilizar técnicas de prospecção ativa de ligações e visitas nos fóruns.

Existem boas práticas para “acelerar” o processo de nomeação. Caso você queria saber é só acessar o artigo abaixo:

Perito judicial: 6 dicas para ser nomeado

O que eu aprendi nesse tempo atuando como perito é que, primeiro você semeia para depois colher. Em outras palavras, tenha paciência, afinal as coisas podem demorar para ocorrer e a perícia judicial não é diferente.

 

Como reduzir a ansiedade após a nomeação

 

Agora você foi nomeado, parabéns! Nesse momento surgem diversas dúvidas na cabeça: o que fazer, como fazer, qual o prazo e o que não se pode fazer. Do mesmo modo o perito judicial sente a ansiedade bater, o frio na barriga cresce e a insegurança aflora. Lembro de sentir isso na pele nas primeiras nomeações.

Desde já é necessário calma e paciência, pois após a nomeação do perito judicial é que se inicia o seu trabalho. Afinal, você quer deixar uma boa impressão e fazer um excelente trabalho.

Principalmente, pense o seguinte: o especialista no assunto é você! Exatamente, é você que estudou, se esforçou e agora a oportunidade bate na sua porta.

Desde já, a dica de ouro é: leia o processo. Caso seja a sua primeira nomeação leia ele na íntegra, nem que demore um pouco de tempo a mais. Assim, você irá começar a entender como funciona um processo judicial. Ou seja, perceberá que ele possui uma etapa inicial, onde o autor insere o contexto da demanda judicial e o motivo de entrar contra o réu. É aconselhável começar a ler a partir desse documento, que é o primeiro do processo.

Antecipadamente, leia tudo o que o autor colocou que embasam a sua tese de acusação. Por exemplo, em perícias de ressarcimento de danos o autor anexa laudos, relatos, fotos, relatórios e até a conta de energia elétrica. São através desses documentos que você saberá mais a fundo o que está ocorrendo.

De antemão, leia a contestação do réu e os anexos a essa contestação. Assim, você terá uma noção melhor do que a outra parte está relatando. Por fim, estude os quesitos.

 

Como reduzir a ansiedade na elaboração da proposta de honorários

 

Agora que você entendeu melhor do que se trata o processo judicial está na hora de elaborar a proposta de honorários. Nessa hora a dúvida mais comum é: quanto cobrar, como cobrar e o que escrever. Na prática, é a ansiedade batendo novamente na cabeça do perito judicial.

Antes de tudo pense se você realmente tem a atribuição para atuar no processo, bem como, se possui o conhecimento necessário para atuar. Afinal, essas duas reflexões irão nortear o seu trabalho e a sua proposta de honorários.

Já ocorreu comigo de ser nomeado para algumas perícias das quais não tinha atribuição. Obviamente agradeci, mas declinei da nomeação.

A proposta de honorários gera mesmo ansiedade mas, não tem jeito, é preciso calma, paciência e reflexão. Até hoje faço isso nas elaborações das minhas propostas, portanto, respire e foco. Não existe resposta pronta.

Principalmente, para reduzir a ansiedade na proposta de honorários pense como você irá conduzir a perícia, quanto tempo levará, o tempo e custos de deslocamento etc. Em outras palavras, imagine executando o trabalho. Mas, não vou mentir, no começo é difícil mesmo se imaginar na pele de um perito judicial.

Na prática, a ansiedade é um “bicho” que criamos e alimentamos no nosso cérebro e muitos dos cenários que imaginamos acontecer nunca acontecem. Portanto, tenha paciência e calma e estude o processo!

Espero ter ajudado você a entender que a área pode ser cheia de frustrações, pois a nomeação do perito judicial depende de vários fatores, entre eles a velocidade que um processo judicial caminha no gabinete do juiz.

Caso você queira descobrir mais deixo esses artigos das principais perícias da área elétrica.

O que é uma perícia de ressarcimento de danos elétricos

“Furto” de energia elétrica – Como proceder em situações como essa

 

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Por | 2022-04-17T17:01:22-03:00 março 29th, 2022|Perícia Judicial|

Sobre o autor:

| Engenheiro eletricista | Mestre em engenharia elétrica | Professor universitário | Fundador da AJL Perícia elétrica. Atua com perícia judicial desde 2017 e é o instrutor responsável pelo curso de ressarcimento de danos elétricos. Atua também na area extrajudicial com assistência técnica e laudo para crédito de ICMS.

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